Tendências do varejo

Os hábitos de consumo estão mudando à medida que as pessoas se tornam mais conscientes da necessidade de cuidar do planeta. As grandes empresas repercutiram esta tendência crescente e tomam medidas que visam a sustentabilidade como meta.

A intenção é que se possa crescer enquanto a criatividade é aprimorada para criar novas oportunidades de negócios, prova disso são as várias “startups” que geram produtos com materiais sustentáveis. Entre elas, se destaca Xinca, a marca de tênis de Mendonza que surgiu para aproveitar os resíduos de pneus e foi reconhecida como uma das melhores “startups” do sul pela Venture Argentina.

Os empreendedores à frente da Xinca asseguraram, conforme cita um artigo de La Nación, estarem preocupados com os resíduos e a desigualdade social: por isso, seus empreendimentos dão trabalho a grupos vulneráveis e geram produtos de qualidade a partir da reciclagem.

Reduzir, reciclar e reutilizar

As três R às quais as empresas de retail devem prestar atenção são: reduzir, reciclar e reutilizar. Este parece ser o lema que impera como tendência e  não somente se trata de uma tendência passageira, mas que, pelo contrário, os consumidores (principalmente as novas gerações) se encontram cada vez mais envolvidos com o cuidado do meio ambiente e conscientes de como seus hábitos são capazes de mudar o entorno.

Portanto, se as empresas são capazes de realizar ações que marcham em direção ao desenvolvimento sustentável, isso é percebido pelos consumidores como um ponto a favor de um futuro mais verde e sustentável

Um produto ou serviço pode ser ecológico se considerar estes pontos:

  • Ser fabricado de maneira sustentável.
  • Não conter materiais tóxicos nem substâncias que afetem a camada de ozônio.
  • Deve ser capaz de ser reciclado e / ou produzido a partir de materiais reciclados.
  • Deve ser feito de materiais renováveis (como bambu, etc.)
  • Não fazer uso de embalagem excessiva.
  • Estar projetado para ser reparável e não “descartável”.

Grandes empresas como a Ford, Coca-Cola, Bayer e Quilmes, fizeram as suas apostas em favor da sustentabilidade: conforme menciona o vice-presidente da reconhecida fabricante de cervejas Quilmes, Gonzalo Fagioli, citado por La Nación, a empresa trabalha na produção de sementes sustentáveis, na redução da água e no trabalho com as PYMES [pequenas e médias empresas] que pretende ampliar a base de fornecedores locais e não somente isso, mas também que a meta da empresa é que as operações sejam baseadas em 100% de energia renovável..

Outras empresas também lidam com ações voltadas à sustentabilidade: na Ford asseguraram que mudaram o ciclo de investimentos e planejam lançar pelos menos quarenta modelos de automóveis híbridos até 2022. Outra de suas iniciativas sustentáveis é compreender o automóvel como mais um elemento dentro de um ecossistema de transporte que permita aos automóveis se conectarem a tudo, com a consequência imediata de uma redução das emissões de carbono das grandes cidades.

Empresas B

Em meio ao entusiasmo das empresas por buscar a sustentabilidade, nascem as empresas B, para dar soluções concretas aos problemas sociais e ambientais:  trata-se de empresas que consideram não somente os interesses financeiros dos acionistas, mas também a maneira como suas ações impactarão nos empregados, fornecedores, clientes, na comunidade e no meio ambiente.

A grande questão que permitiu o nascimento das empresas B é perguntar sobre o propósito de uma empresa na sociedade: embora os rendimentos financeiros sejam importantes, considerados como ferramentas para alcançar objetivos, eles não são a única razão para sua existência.

Trata-se de empresas certificadas nas quais os lucros e dividendos passam a ser um meio e não o único fim. A iniciativa, que nasceu em 2006 pela empresa B Lab, pretende que o modelo de negócios das empresas integre seus lucros com o impacto na sociedade e no meio ambiente.

Finalmente, saber que os consumidores se encontram cada vez mais interessados e envolvidos nos temas de conservação e sustentabilidade, ajudará para que as empresas façam mais ações nesta direção, já que certamente é um ponto a favor na avaliação dos consumidores.


Escrito por Irasema Lazcano
Account Manager na Marco Marketing Latam
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