Tendências do varejo

Os preparativos para o maior evento de varejo do mundo já começaram. Sim, estamos falando da NRF Retail’s Big Show 2019, que está marcada para 13, 14 e 15 de janeiro. As inscrições já estão abertas e os motores estão sendo aquecidos. E, assim como em todas as outras edições, os participantes terão a grande oportunidade de entrar em contato com a realidade do mercado, as últimas tendências e inovações.

New York City nos espera com ótimas notícias. Mas, antes de tudo, você sabe o que nos surpreendeu nas edições anteriores? Se não, fique em dia conosco aqui nesse post. Comecemos…

Integração

Embora seja necessário levar em conta as particularidades, em geral, precisamos aprender a criar experiências de consumo, independentemente do meioO e-commerce continuará a crescer, mas deve haver interação com outros formatos e tecnologias. As mídias on-line e off-line se unem, em todos os aspectos: produtos, lojas, modelos de atenção e compra.

Muitos exemplos foram apresentados, mas em 2018 o caso da Levi’s, que tem demonstrado como se reinventar e fazer parte da inovação após 150 anos de experiência, se destacou na NRF. Entre outras coisas, a marca apresentou sua nova jaqueta inteligente: o mais incrível do seu jeans tradicional em conjunto com a tecnologia do Google para saber que horas são ou o melhor caminho, entre outras possibilidades, apenas com um toque na manga.

Dados e Inteligência Artificial em todos os lugares

A inteligência artificial tomou conta de todos os setores industriais e comerciais. As possibilidades tecnológicas geram inúmeras quantidades de dados que, se bem aproveitados, podem nos fornecer informações valiosas para entender o consumidor, cobrir melhor suas demandas e oferecer um produto ou serviço de acordo com seus desejos ou necessidades. Machine Learning (“aprendizado de máquina”) também ajuda nesse processo de interpretação e previsão do que o consumidor deseja.

Um bom case nesse sentido é a Amazon Go, em que o consumidor entra e sai da loja com o celular no bolso e sozinho e de forma automática realiza toda a transação da compra.

Outro exemplo interessante é o da empresa de doces Lolli and Pops. Ao entrar em suas lojas, os sistemas informatizados detectam clientes frequentes e analisam os dados de suas compras anteriores, permitindo que os vendedores forneçam recomendações ajustadas a preferências específicas.

Até mesmo o atendimento ao cliente e vendas virtuais que conhecemos hoje parecem estar com os dias contados.

Os chatbots, sistemas inteligentes de conversação por chat, parecem estar chegando com todo o ímpeto e estão nesse grupo de máquinas preditivas. Eles são inteligentes o suficiente para atender um consumidor sem a necessidade de suporte humano, 100% do tempo. E um fato que mostra a tendência é que mais de 37% dos americanos já estão dispostos a fazer compras via chatbots. O Facebook, por exemplo, já oferece o recurso para algumas marcas usarem o Messenger em suas fan pages.

Novas estratégias

Além das contribuições tecnológicas para o comércio varejista, a NRF da edição anterior discutiu as novas estratégias de marketing e comunicação que estão entrando no mercado. A marca Beauty Pie, fundada por Marcia Kilgore, é uma delas: disruptiva, ela chega com uma proposta provocativa, onde a promessa é disponibilizar produtos de luxo ao consumidor de beleza a preços de fábrica. O conceito é o que Marcia chama de “Netflix dos cosméticos“.

Experiências memoráveis para o novo consumidor

Em um contexto de digitalização, estudos indicam que o tráfego de clientes para as lojas tradicionais diminuiu e é por isso que elas fecham. Impedir esse movimento requer procurar opções impressionantes que gerem uma experiência memorável no ponto de venda e que os convidem a entrar e permanecer neles. É uma tendência que ocorre especialmente nos estabelecimentos físicos, mas a ideia se estende, como dissemos, para um mundo de integração. É que o novo consumidor continua exigente por preços, qualidade e variedade, mas vai principalmente em busca de experiências novas e agradáveis em todos os aspectos.

Nesse sentido, o treinamento adequado da força de vendas tem um impacto positivo na experiência de consumo. Encontramos um caso de sucesso claro quando visitamos uma unidade da rede de lojas de cosméticos Sephora durante a nossa estadia em Nova York este ano. Lá eles nos ajudaram de forma personalizada: as vendedoras perfeitamente capacitadas nos aconselharam de acordo com o tom da nossa pele, mostrando um amplo conhecimento das marcas e de toda a categoria. Ir além da exigência imediata do consumidor, antecipando seus inconvenientes ou dúvidas, nos liga intimamente a ele.

O valor humano

O valor humano no varejo esteve muito presente durante a última edição da NRF 2018. Esta questão não foi abordada apenas a partir da capacitação ou treinamento de assistentes de vendas, mas também de uma maneira intrínseca à estrutura de negócios.

Hamdi Ulukaya, fundador e atual diretor geral da empresa de iogurte Chobani, destacou-se no último dia com uma apresentação sobre um novo formato de relacionamento empregatício chamado “O jeito Chobani” (“The Chobani way”). A companhia não tem empregados, mas  sim colaboradores-acionistas, já que além de pagar salários, os lucros também são compartilhados. Essa maneira de gerir os negócios produziu trabalhadores altamente comprometidos, leais à marca e promoveu seu crescimento. “Somos uma família”, disse ele em seu discurso.

América Latina, lá vamos nós

A velocidade da evolução tecnológica e a disponibilidade de ferramentas existentes marcam o rumo global e, na América Latina, não podemos ficar detidos no tempo. Estamos na era da digitalização e de um consumidor cada vez mais universal.

Desde o nascimento do comércio on-line, os clientes começaram a ter mais informações sobre características e preços para fazer comparações rapidamente. Como conseqüência, o comércio varejista exige transformações, já que agora o requisito é ser capaz de escolher onde comprar, quando e onde retirar o produto.

A jornada de compras definitivamente não começa nem termina na loja física. Na verdade, uma grande parte do consumo é feita de forma mobile. Isso sugere uma rápida adaptação do conteúdo e da oferta diretamente projetada para a tela pequena. Além disso, a geração Z escolhe principalmente um único dispositivo, o smartphone.

Com este panorama nos preparamos para entrar em um turbilhão de mudanças. Com certeza, NRF Retail’s Big Show 2019 nos surpreenderá com muito mais tecnologia, inteligência artificial, revolução no PDV, mas, ao mesmo tempo, opções renováveis, ecológicas, recicláveis e um mercado pensado por e para as pessoas. O paradoxo deste século é tornar-se mais humano com a ajuda de máquinas.

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Escrito por Ana Paula de Andrade
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