Tendências do varejo

O que acontece com as lojas físicas nesta era tecnológica e dominadas pelos Millennials? Grandes marcas estão se perguntando continuamente como investir corretamente em seus pontos de venda.

Elas se preocupam com o tamanho das instalações, em encontrar um conceito inovador e diferenciar-se do comércio eletrônico. Mas, por que uma pessoa se daria ao trabalho de rodar pela cidade à procura de um produto que também pode ser encontrado com um clique na internet?

Responder a essa pergunta é o desafio de qualquer varejista e quem mais a fizer é quem terá sucesso no futuro.

Muitas lojas de departamento estão desistindo de suas enormes estruturas para apostar no modelo de show-room. A tendência é criar lojas menores e ambientes aconchegantes, que estimulem relações mais próximas, experimentações e produtos feitos sob medida. Essas mudanças são voltadas para o novo consumidor, muito mais exigente e detalhista, que valoriza experiências emocionais e renovadoras.

 

Outra tendência são as lojas de conceito pop-up que mudam de acordo com a temporada, são dinâmicas, atualizam o design e surpreendem seus clientes. Em um mundo efêmero, de histórias em redes sociais que duram não mais do que 24 horas, os formatos estáticos estão desatualizados em pouco tempo. Por outro lado, a “curiosidade matou o gato”. Então, costumamos dizer: sempre tenha algo novo, tenha a transformação como regra, “obrigue” os consumidores a visitar a loja regularmente para saber as últimas novidades. Se algo lhe chamar a atenção, também será um tópico de conversação em nível local e, se for bom demais, poderá se tornar viral em nível internacional. Portanto, um lema de ouro deveria ser “minha loja tem que ser instagramável” sempre. Juntar-se ao tecnológico também significa pensar em termos de redes sociais, mesmo ao projetar espaços no mundo físico e tangível.

 

A ideia é fazer da loja um lugar onde o cliente queira ir, onde ele gosta de estar e que queira compartilhar com os outros. Como mencionamos acima, com o avanço do e-commerce as pessoas não têm mais necessidade de se deslocar para as lojas e as marcas precisam agir para que o consumidor queira visitar seu espaço físico. E, quando isso acontece, a experiência tem que ser cativante para o cliente visitar a loja novamente.

Um bom exemplo dessa tendência é o que a Nordstrom fez na Melrose Place, em Los Angeles. A loja tornou-se um ponto de encontro para os moradores do bairro: tem um bar, serviços de manicure e ajustes de roupas. Além disso, o espaço físico não tem estoque, os clientes podem experimentar suas peças e, depois, fazer o pedido por meio de um aplicativo on-line.

Os benefícios são vários:

  • Não é mais necessário pagar um alto valor de aluguel de milhares de m2. Com um espaço menor, o custo é mais barato.
  • estoque é centralizado e o produto só sai do depósito quando a venda realmente ocorre.
  • Com a personalização dos produtos, as devoluções são ínfimas.
  • memória da marca é valorizada por esse tipo de experiência.

Aqui podemos ver duas outras tendências intimamente relacionadas: unir o consumo on e offline e adicionar tecnologia de ponta aos pontos de venda, como inteligência artificial, machine learning, reconhecimento facial e realidade aumentada.

Nesse sentido, a conhecida rede de lojas Zara, nos últimos anos, vem modificando suas instalações ao redor do mundo incorporando robôs para entregar pedidos on-line, espelhos equipados com telas para procurar outras peças dentro dos provadores e, também, caixas onde os clientes pagam suas próprias  compras sem a ajuda de funcionários. Outras marcas internacionais seguem o mesmo caminho e até as vitrines tornam-se interativas.

forma de pagamento é outro fator que está sendo renovada em todo o mundo. É cada vez mais comum pagar por qualquer produto com cartões de crédito ou por meio de um smartphone. Durante a última Copa do Mundo de Futebol, a Marco Marketing visitou centros comerciais em Moscou e descobriu que por lá é completamente natural o pagamento de absolutamente tudo através dos telefones celulares: um refrigerante o até o uso do banheiro podem ser pagos facilmente sem a necessidade de dinheiro.

Amazon Go, a loja onde não há caixas de cobrança, é o paradigma de local com um método de pagamento inovador. O formato “Just Walk Away” é um sucesso e a gigante do varejo tem em mente que isso deixa de ser um experimento para se tornar realidade em larga escala.

Embora o paradigma deste século esteja sendo definido em constante evolução, tudo isso é um grande tubo de ensaio e é necessário adaptar-se à nova dinâmica: do treinamento da força de vendas nessas novas premissas que adotam um papel muito mais consultivo, até o formato de apresentação dos produtos ou de contar a história da marca.

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Escrito por Franca Zunino
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